O vereador José Luis Rabello (PSDB) disse que o Dia Mundial do Meio Ambiente, no dia 5 de junho “não é uma data em que ainda possamos comemorar, é uma data em que a humanidade deve rever a sua relação com a natureza, priorizar as atividades de recuperação ambiental e efetivamente adotar medidas permanentes de racionalização do uso dos recursos naturais”.
“Atualmente, muito se fala em esgotamento de recursos hídricos e em aquecimento global, mas o que ocorre de fato é apenas um problema, a total falta de atenção e respeito do ser humano com o meio ambiente”, disse.
A data foi criada em 1972, quando a ONU promoveu a Conferência de Estocolmo (Suécia) e pela importância de suas recomendações a respeito do meio ambiente e pela repercussão internacional a Assembléia Geral declarou que 5 de junho é o Dia Internacional do Meio Ambiente. Esse dia representa o principal dia da ONU para lembrar ao mundo sobre as questões ambientais que pretende dar uma face humana aos problemas e soluções relacionados com o meio ambiente.
Rabello assinalou que “não existe um problema ambiental isolado, todos são intrinsecamente coligados como em uma bola de neve, a degradação da água aumenta aquecimento global que por sua vez aumenta a degradação da água.Primeiro, acredita-se que a natureza é infinita e com recursos inesgotáveis, em segundo imagina-se que existem espécies úteis e outras completamente inúteis e terceiro, conclui-se que entre as espécies úteis os humanos são mais úteis que as outras”.
Ao se pronunciar na tribuna da Câmara, o vereador comentou que a natureza vê o homem como mais uma espécie animal e não existe em função do homem como alguns podem imaginar, aliás, a natureza existe perfeitamente sem o ser humano, mas o inverso não seria possível.
“É certo que o problema ambiental tem reflexos globais, mas a solução dos problemas é resolvida de forma local”, ponderou. “Precisamos adotar medidas no sentido de valorizar a preservação ambiental em nossa cidade, passando, num primeiro momento compensar os danos causados ao ambiente global, aumentar o número de árvores para compensar a emissão de gás carbônico, despoluindo por completo rios, córregos e ampliando as áreas de preservação permanentes”.
Enfatizou que investir em meio ambiente é economizar: “Para cada dólar investido no combate à degradação da terra e à desertificação como a construção de terraços para conter a erosão, pode gerar pelo menos três dólares em benefícios, segundo o relatório da Parceria Pobreza-Meio Ambientes”.
O potencial de armazenamento ou “seqüestro” de carbono das florestas varia de U$360 a U$2.200 dólares por hectare, fazendo que valham muito mais do que se convertidas em pastos ou lavouras", segundo o Programa Ambiental da ONU. A ONU tem um mecanismo de compensação de emissões de carbono, pelo qual países que o absorvem podem vender aos industrializados o direito de poluir. Esse tipo de transação foi iniciado este ano na União Européia. A tonelada de carbono está sendo vendida a cerca de €$22 euros (U$27 dólares).
O governante não gasta com meio ambiente, mas sim investe em meio ambiente, ao preservar o equilíbrio ecológico, melhora a qualidade de vida da população que sofrerá menos com doenças, não sofrerá com alagamentos e enchentes são alguns exemplos.
O vereador exemplificou que com R$500 mil reais se plantaria na atualidade, 100 mil árvores em nossa cidade a um custo médio de R$5 reais por muda. Uma árvore aumenta a permeabilidade do solo, diminui a força das enxurradas, ajudada a preservar o asfalto, aumentando sua vida útil, ou seja, os benefícios para a cidade são inúmeros.
“Quando o homem perceber que ele não compete com o meio ambiente, mas sim depende dele para existir, ai sim poderemos celebrar o dia do meio ambiente, até lá temos muito a fazer”, finalizou Rabello.