Subiu para dez o número de presos pela Polícia Federal (PF), na maior operação já ocorrida no Brasil contra a pornografia infantil na internet.
Os suspeitos, detidos em flagrante, sendo cinco deles em São Paulo, usavam sites de relacionamento para troca do material pornográfico.
Desencadeada em 20 Estados e no Distrito Federal, a operação Turko (anagrama de Orkut) mobilizou 400 policiais no cumprimento de 92 mandados de busca e apreensão.
As outras prisões ocorreram no Rio Grande do Sul (2), no Espírito Santo (1), em Pernambuco (1) e na Paraíba (1).
Embora não esteja entre os principais produtores de pornografia infantil, o Brasil já é o maior consumidor mundial desse tipo de material, segundo informou o delegado da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos, Carlos Eduardo Sobral, encarregado da operação.
As vítimas são crianças, de recém-nascidos a menores de 13 anos de idade, usadas em cenas de sexo. Os criminosos estão entre todas as classes sociais e regiões do País.
Nos últimos anos, conforme a PF, essa é uma das modalidades de crime que mais crescem no Brasil.
As investigações prosseguem e novas prisões podem ser efetuadas, avisou o delegado.
Coordenada pela Divisão de Direitos Humanos e pela Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF, a investigação é resultado de informações repassadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, do Senado, em parceria com a organização não-governamental (ONG) Safernet e o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP).
Durante um ano, a polícia monitorou 3.265 perfis do site de relacionamentos Orkut suspeitos de divulgação de pornografia infantil, amparada na quebra do sigilo telemático determinada pela Justiça.
Em 805 casos foi confirmada a posse ou circulação de material criminoso, resultando em inquéritos contra 107 endereços usados por supostos internautas pedófilos.
Por conta dessas investigações, a Justiça determinou 92 mandados de busca e apreensão.
O material apreendido inclui computadores, CDs e DVDs com conteúdo pornográfico infantil.